No dia seguinte passou por ela e disse que ela havia dado sorte, e ela nada sutil, responde secamente para que continuasse a ser competente como de costume.Ela não queria ser considerada como amuleto da sorte daquele cara “tão sem sal e intrometido”.
Ele era alto e bonito, mas ainda assim muito apagado, tinha um jeitão de menino, e isso não lhe chamava a atenção_ Isabelle sempre gostou dos mais ousados. Como ela não queria estimular o assunto com Marcus, até deixou de atender o time para evitar contato com aquele cara tão insistente.
Um dia desses em que estava saindo da faculdade, foi surpreendida com a visita de Guilherme, que apareceu para baterem papo. Um suco, um sanduíche e um papo bem humorado. Apesar do tipinho cheio de marra, Guilherme fez-lhe companhia até sua casa. Ele até que aparentava ser um bom rapaz no final das contas.
Dois dias depois quando o time embarcaria mais uma vez, ela nem havia feito questão de estar presente no embarque afinal, sabia que seu camisa 13 estaria contundido e que não faria aquela viagem. Por mais legal que ele fosse, não sei por que, mas algo não batia entre nós e acabamos deixando na amizade mesmo. Cá entre nós, foi um excelente negócio que ela fez, afinal agora as amigas podem ter acesso à esse pedaço de mal caminho sem culpa alguma no cartório!rs*
Todas as vezes que o time embarcava ou desembarcava, suas colegas ficavam falando sobre o jeito que Marcus ficava admirando aquela teimosinha, e ela? Completamente no mundo da lua.
Como não poderia viajar na sexta–feira santa, trocou a escala de serviço com uma amiga, e como sua escala estava prevista para trabalhar no sábado, foi trabalhar daquele jeito: cabelos presos, sem maquiagem , camiseta pólo, calça jeans, óculos escuros e sandália rasteira. Naquele dia o aeroporto estava quase deserto, então decidiu ficar bem à vontade.
Por volta da hora do almoço, quando conversava com um motorista da empresa próximo à sala de desembarque, avistou o time saindo. Continuou conversando até que passaram , cumprimentaram e entraram no ônibus, menos Marcus que acompanhado de um amigo embarcaram em um táxi. Belle estava virada para a posição em que estavam indo, e enquanto o táxi se distanciava, ele ficava olhando para ela com o corpo do lado de fora da janela,
Ela debochada como de costume, acenou e ele retribuiu sorrindo. Deu um tapa na porta do carro e virou para frente. De repente ele havia parado o táxi atrás de Belle e o motorista da firma, quando Marcus sem nenhuma cerimônia perguntou seu nome. E nossa heroína atônita e incrédula perguntou: - “para que?” Ele disse que era para saber o nome da pessoa que o atendia "tão bem"...
O que será que esta pessoa tinha na cabeça quando ficou agindo feito um louco? O que essa tal de Belle tem de tão especial que tivesse encantado esse homem dessa maneira? Como ele tem a castimanha de dizer que gostaria de saber o nome de quem o atendia tão bem, se ela evitava atendê-lo? Esses homens, vai entender...
AMOR FELIZ
Há 7 anos
